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Devaneios No Ar

Um blog onde eu escrevo quando o coração me pede

Devaneios No Ar

Um blog onde eu escrevo quando o coração me pede

13.Out.17

Até quando esta guerra fratricida?

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Na minha opinião, tal como as guerras de partilhas entre irmãos, esta guerra nunca vais acabar, e vai durar enquanto o mundo for mundo....
E tal como na bela canção que se segue tudo se esfumará, porques as partes não se entendem, nem entenderão

Mar, numa manhã quente de Agosto, já com vontade de escrever, mas desta vez com o pc dela pifado.
E o meu coração continua a pedir-me, retiro, silêncio, e o mergulhar em mim mesmo.

Isso fez-me lembrar o meu instrutor, e o mergulho no sentido literal do termo.
Pois então cá vou eu continuar a mergulhar em mim mesma e na vida, enquanto não posso mergulhar a "sério".
E não se preocupem, só tenho o "Open Water", por isso só posso ir até 20 metros de profundidade.
Mar, em mais uma tarde de Junho, "tipo Calimero", com saudades do lobo, das fragas e dos mergulhos.

Como eu digo no início, este é um blog onde eu escrevo ” quando o coração me pede".
E neste momento o coração não me pede.
Curiosamente no ano passado também em Junho, coloquei aqui um post semelhante…. Será “mal” de Junho, ou apenas cansaço?
Não estou de férias, mas vou tentar fazer férias de algumas coisas e de algumas pessoas, vou fazer férias daquilo e daqueles que conseguir.
Apetecia-me mergulhar nas águas quentes, mas como por enquanto não posso, acho que vou mergulhar em mim mesmo.

Até logo a todos os que aqui têm vindo ler-me e dar-me uma palavra de carinho, e um beijo enorme.

Ontem, foi mais um jantar de curso, dos vários que fazemos ao longo do ano.
É sempre bom ver os colegas que partilharam connosco 5 anos de vida,
Maravilhosos anos de faculdade, e a malta da minha faculdade, são sem dúvida do melhor que há.
A maior parte dos colegas que apareceram, vejo-os neste jantares, mais ao menos regulares que vamos tendo. São bons, porque não são permitidos ”apêndices”, ou seja maridos/mulheres/namorados. Ou coisas do género.

Há sempre um ou outro que aparece pela primeira vez, ou que já não aparecia há muito tempo, e é sempre bom rever velhos amigos.

Fico sempre contente, quando não me lembrando eu deles, me dizem: mas eu lembro-me de ti, não podia esquecer esses olhos. É bom… é bom ouvir isto, tanto tempo depois.

Quanto a ti, chegaste em ultimo lugar, ficaste já na última cadeira, longe de mim, contra o nosso costume…. Costumas ficar à minha frente ou ao meu lado, costumas chegar mais ao menos quando eu chego… ontem atrasaste-te, prefiro quando te sentas à minha frente, e nos podemos olhar olhos nos olhos…. Já passou tanto, mas não te esqueci, tal como tu não me esqueceste. Ontem os nossos olhos só se encontraram uma vez… mas disseram tudo… contra o meu costume, fui eu a desviar o olhar, não aguentei, era demasiado intenso o teu, e dizia tanta coisa…….

Sentada no telhado da sua casa ela olhava o infinito, fitando aquela linha que separa o céu da terra, o céu do mar, e ao olhar via para além da linha, via para além do horizonte, via os barcos que não chegaram a acostar, os marinheiros que se perderam, as noivas sem noivo, os filhos sem pai, via para além daquilo que os olhos conseguem abarcar, via
Via também os barcos que chegaram e os que continuam a chegar, os risos e sorrisos dos reencontros, via os grandes barcos de cruzeiro, via os outros mais além pequeninos, via muito para além disso, via também o céu no seu cambiante de azuis, as suaves nuvens.
E ali mar e céu misturavam-se, tal como os seus pensamentos eram um emaranhado de ideias, de coisas, passadas, outras sonhadas. ali naquele lugar tudo parecia perfeito.
Parecia, porque lhe faltava qualquer coisa. ali tendo o mar e o céu como horizontes, faltavam-lhe apenas as FRAGAS da terra onde ela nasceu.